DICA EDUQUE – Afinal, o tamanho da escola importa?

O debate teve início nos Estados Unidos, na década de 90, pois acreditava-se que a criação de escolas maiores reduziria custos de administração. Por outro lado, pesquisas começaram a indicar que tanto no âmbito privado quanto no público, o sucesso acadêmico é muitas vezes maior nas pequenas do que nas grandes escolas. Os pais tendem a ser mais envolvidos, os alunos são vistos como indivíduos, não como números, e muitos aspectos do desenvolvimento pessoal são melhores trabalhados.

-Com o passar do tempo, ficou notável em muitos casos que as desvantagens de uma infraestrutura de grande dimensão superavam as vantagens, explica a consultora Paula Lousano, doutora em Política Educacional (Harvard). A justificativa é simples: quanto maior o espaço e a quantidade de alunos, maiores são as dificuldades de gerenciamento e acompanhamento do aprendizado.

– Nem muito pequeno, nem muito grande, pondera Fátima Alves, professora de Política e Sociologia do Departamento de Educação (PUC-Rio). O tamanho médio, explica, não só torna o ensino mais eficiente como promove a equidade. Especialistas concordam que ambientes médios proporcionam uma formação mais humana, na qual as relações sociais são mais valorizadas.

No entanto, a discussão vai além do tamanho. O desafio é como a estrutura influencia o trabalho em sala de aula. Variáveis, como a formação e o com-prometimento dos professores, o plano pedagógico, as inovações tecnológicas, os projetos culturais/artísticos, os valores de responsabilidade social / ambiental e a integração com a família fazem toda a diferença no desempenho e na formação dos alunos.

Nova Escola - 2011 - 404

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